jejum de pele: o que você precisa saber sobre skin fasting

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Loma Sernaiotto

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publicitária santista, especialista em estética e cosmética, vivendo em Seoul desde 2015. tô na blogosfera há +15 anos e compartilho tudo que aprendi neste espaço.

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A última tendência de cuidados com a pele não é um produto milagroso, um gadget mirabolante ou um passo extra na rotina: é literalmente nada e se chama jejum de pele ou skin fasting.


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A nova tendência de evitar todos os cosméticos por um certo período para desintoxicar sua pele – que está em alta na internet durante a pandemia – foi popularizada há anos pela empresa japonesa Mirai Clinical. A metodologia se inspira na crença de Hipócrates de que o jejum tradicional pode ser usado como um mecanismo de cura para o corpo.

A idéia é permitir a recuperação da pele ao dar um descanso da rotina, em vez de depender de uma lista de produtos para fazer o trabalho.

Ao eliminar o uso dos seus habituais produtos de skincare, a barreira protetora natural da pele é capaz de normalizar e se auto regular, eliminando toxinas no processo. “Quando interrompemos o sistema de suporte à nossa pele, isso permite que ela volte a fazer o que faz naturalmente“, explica a dermatologista Deanne Robinson para a revista Allure.

Um jejum permite que a pele retorne à sua homeostase natural. A teoria é que, quando usamos cosméticos, estamos essencialmente treinando nossa pele sobre o que fazer e, assim, dispensando o seu ciclo natural e auto regulador. Em poucas palavras: a nossa pele fica preguiçosa.

os contras do jejum de pele

O que muita gente não sabe é que pausar certos tipos de produtos pode causar mais danos do que benefícios. Em uma matéria para a Vogue UK, a facialista Kate Kerr alertou contra o jejum para pessoas que já usam produtos muito ativos: “Se você estiver usando algo como retinol, não deveria parar, porque, se o fizer, terá que passar pelo processo de aclimatação e descamação ao reiniciar o tratamento. Nossa pele precisa da exposição repetitiva aos ingredientes ativos para estimulá-la – e o jejum inibiria isso.

Na mesma matéria, a Dr. Anjali Mahto acrescentou que não é uma boa ideia cortar todos os produtos radicalmente. A limpeza, por exemplo, é uma parte importante da rotina de cuidados e a remoção de suor, sujeira e poluição da superfície da pele é útil para a prevenção do envelhecimento prematuro. Também não podemos deixar de falar sobre proteção solar. “Dependendo do tipo de pele de um indivíduo, a falta de filtro solar pode piorar a pigmentação da pele e a falta de esfoliação pode resultar no acúmulo de células mortas“.

A premissa radical (e econômica) do skin fasting é tentadora, mas talvez a solução esteja em uma abordagem mais balanceada, ao invés de um detox total.

jejum de pele na sua rotina

O uso excessivo de ingredientes ativos pode causar ressecamento ou irritação ao longo do tempo, então limitar o uso desses produtos de vez em quando pode ser super benéfico – especialmente para quem tem pele sensível. O que não significa que você precisa se livrar de todos os produtinhos da sua #shelfie.

Se a sua rotina atual consiste em muitos passos, você pode reduzir o número de produtos, mantendo apenas limpeza e proteção solar, por exemplo. Mas se você faz tratamento para alguma condição específica da sua pele, não interrompa de jeito nenhum.

Se sentir a necessidade de um jejum ou detox, converse com seu médico. Um especialista pode te ajudar na hora de selecionar os ativos mais importantes para a sua pele, sem exagerar na quantidade (e no preço) de produtos.

Mais vale um creminho certeiro do que cinco que não fazem nada, certo?

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