Livros sobre a Coreia do Norte

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Loma Sernaiotto

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Curiosa. Filha de Iemanjá e Xangô. Publicitária, formuladora, tatuadora. Blogueira há +15 anos.
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Calma, gente. Eu moro no Sul.

Com as Olimpíadas de inverno que aconteceram em PyeongChang no início de 2018, todos os olhos viraram para a península coreana com curiosidade. Nem todo mundo sabe onde ficam “as Coreias” – tampouco sobre sua história conturbada – e eu já estou mais do que acostumada com a pergunta “mas você mora no Sul ou no Norte?” quando falo que moro por aqui.

Ninguém é obrigado a saber sobre o cenário político e social coreano – mas se você tem curiosidade, esse post foi feito com muito carinho pensando em você!

Hoje eu quero falar sobre a Coreia do Norte, que gera um desconforto político e grande curiosidade por parte do resto do mundo. O que realmente acontece na Coreia do Norte?

Eu não tenho calibre e nem sou especialista para dar uma aula sobre o tema. Por isso, reuni sugestões de leituras que explicam a situação civil e política da Coreia do Norte e que podem esclarecer suas dúvidas e curiosidades, além de informar melhor sobre a delicadeza que é esse assunto. Vamos lá?

 📚 Para Poder Viver – Yeonmi Park

Para Poder Viver é um dos meus livros favoritos e tem resenha dele aqui no blogYeonmi Park é uma desertora norte-coreana e nesse livro ela conta 3 etapas importantes de sua vida: a infância na Coreia do Norte, sua fuga pela China e sua liberdade na Coreia do Sul – o que não é um spoiler, viu? Se a fuga não fosse bem sucedida, ela jamais teria escrito um livro. Nele você tem uma aula profunda sobre a vida na Coreia do Norte: ela narra relatos de sua infância, como era o estilo de vida de sua família, todas as proibições do governo e como era sua vida como estudante.

Eu certamente recomendo, apesar de ser uma leitura pesada. Acredito que seja o melhor livro dentre todos os escritos por desertores para começar na sua jornada pela Coreia do Norte.

 📚 Nada a Invejar – Barbara Demick

Correspondente do jornal Los Angeles Times em Seul entre 2001 e 2006, a jornalista americana Barbara Demick fez uma exaustiva pesquisa de documentos, fotos e vídeos e entrevistou dissidentes e refugiados norte-coreanos que haviam fugido para a Coreia do Sul ou para a China.

Pontuadas por informações gerais sobre a economia e a cultura do país, as histórias do livro se entrelaçam para formar um painel bastante vívido do cotidiano na Coreia dos ditadores Kim Il-sung (1912-94) e Kim Jong-il (1942-2011), pai e filho que reinaram absolutos por mais de seis décadas e ainda perpetuam seu legado autoritário na figura do herdeiro Kim Jong-un.

 📚 Fuga do Campo 14 – Blaine Harden

Shin Dong-hyuk nasceu e cresceu no Campo 14, um dos imensos complexos destinados a presos políticos da Coreia do Norte. Seus residentes estão condenados a trabalhar até 15 horas por dia, sofrendo fome e frio, sujeitos a uma rotina de violências sumárias – aos 13 anos, Shin assistiu à execução da mãe e do irmão mais velho por tentarem escapar. De lá, ninguém foge.

Existe apenas uma exceção. Determinado a descobrir como é a vida do outro lado da cerca eletrificada, Shin supera todo tipo de dificuldade e consegue deixar a Coreia do Norte.

 📚 Querido Líder – Jang JinSung

Na Coreia do Norte, no setor de operações secretas conduzidas pela Seção 5 (Literatura) da Divisão 19 (Poesia) no Escritório 101, trabalhavam oito pessoas, entre elas o poeta Jang Jin-Sung. Graças a um poema que escreve e que lhe rende a admiração do ditador Kim Jong-il, o escritor passa a dispor de várias regalias e privilégios, como estar frente a frente com o “Querido Líder”.

 📚 The Girl with 7 Names – Lee HyeonSeo

Uma visão extraordinária da vida em uma das ditaduras mais cruéis e secretas do mundo – e a história da luta aterrorizante de uma mulher para evitar a captura / repatriação e guiar sua família à liberdade.Hyeonseo Lee cresceu na Coréia do Norte, mas fugiu para a China em 1997. Em 2008, depois de mais de dez anos lá, ela veio para Seul, onde lutou para se adaptar à vida na movimentada cidade.

Recém-formada pela Universidade de Estudos Estrangeiros de Hankuk, tornou-se uma oradora regular no cenário internacional, promovendo os direitos humanos e a conscientização sobre a situação dos norte-coreanos. Seu TEDtalk foi visto quase 4 milhões de vezes.

📚 The Aquariums of Pyeongyang – Kang CholHwan

Em meio às crescentes tensões nucleares, Kim Jong-un e outros líderes da Coréia do Norte mantiveram um forte domínio sobre seu estado de partido único, anulando qualquer movimento nascente da oposição e enviando todos os suspeitos dissidentes para seus brutais campos de concentração para “reeducação”.

Kang Chol-Hwan é o primeiro sobrevivente de um desses campos a escapar e contar sua história ao mundo, documentando as condições extremas desses gulags e fornecendo uma visão pessoal da vida na Coréia do Norte. Enviado ao notório campo de trabalho de Yodok, quando ele tinha nove anos, Kang observou frequentes execuções públicas e suportou trabalho forçado e rações de fome por dez anos.

Em 1992, ele fugiu para a Coréia do Sul, onde encontrou Deus e agora defende os direitos humanos na Coréia do Norte.

Além desses livros, também tenho uma lista de documentários incríveis sobre a Coreia do Norte! Você tem interesse nesse conteúdo? Comenta aqui pra mim!

Comentarios +

  1. Mel disse:

    Que post incrível, Lominha!Desses livros eu só li o Para Poder Viver e fiquei muito impactada com a leitura. É assustador demais visualizar tudo isso acontecendo.Muito obrigada pelas dicas de livros e documentários. Amei o post e estou torcendo para ter mais conteúdos nesse formato :*

    • Obrigada, Melzinha. Eu recomendo muito o da Barbara Demick (Nada a Invejar) e o Fuga do Campo 14 (mas esse é bem mais pesado, precisa de uma preparação psicológica pra seguir em frente). hehehe

  2. Inês disse:

    Li «The girl with seven names» e recomendo muito 🙂

  3. Bárbara disse:

    Eu li o Pra Poder Viver numa tacada só, fiquei impactadíssima com o livro, fascinada em saber mais sobre a Coreia do Norte. Aí fui lá e comprei o livro da minha xará Barbara, mas ainda não li. Obrigada pelo post!

  4. Samara Silva disse:

    Gostei bastante do artigo de hoje, sempre estou aqui acompanhando seu blog. Tenho aprendido muitas coisas legais aqui e te agradeço por compartilhar…Beijos 😘.

  5. Marina disse:

    Oi Loma!Adoro seu blog e tbm te acompanho pelo insta, mas não comento nunca.Resolvi escrever esse comentário pois esse assunto da Coreia do Norte mto me interessa. Gostaria de pontuar que, como vc disse, é realmente um assunto mto delicado, que toca muito na questão da supremacia econômica e cultural do ocidente, tema mto complexo, como vc pode imaginar.Gostaria de pontuar que os livros que vc colocou foram tds escritos por desertores ou por jornalista bastante alinhados com a perspectiva ocidental. Gostaria tbm de deixar como sugestão – e contraponto – um texto introdutório de um pensador brasileiro atual que entende bastante dessas questões. É um texto longo e que aborda conceitos bem específicos, mas vale mto a leitura:https://blogdaboitempo.com.br/2019/05/29/sim-eu-apoio-a-coreia-do-norte-notas-sobre-anticolonialismo-imperialismo-e-hegemonia/

    • Eu tenho interesse pela história da Coreia do Norte, li alguns artigos, os poucos que eu consegui achar, de pessoas que visitaram o país e é sempre tudo muito limitado de informação. Sempre penso nisso que você falou, pois trata-se de um país tão fechado que é difícil saber se os desertores ou a mídia ocidental estão contando toda a verdade, quais são os interesses de quem escreve, enfim. O que o autor do texto que você deixou o link aponta é interessante, porque experiências socialistas sempre terão esse viés de não se submeterem ao imperialismo do ocidente. No entanto, eu não consigo suportar a ideia de cidadãos presos a um país, nem a história de um poder que não passa pela população. Óbvio que a nossa situação não é de liberdade total, como às vezes parece, nem a sociedade civil tem tanto poder assim, na maior parte do tempo. Mas ainda temos mais liberdade do que se tem na Coreia do Norte. De toda forma, esse é realmente um assunto delicado.

    • Jessica Marconi disse:

      Obrigada por compartilhar o texto, Marina! Tenho lido várias coisas da Boitempo mas não tinha esbarrado nesse texto ainda. Acho extremamente importante ver ambos os lados das histórias. Recomendo um documentário que se chama “Os Cidadãos Leais de Pyongyang em Seul”, me deixou com a pulga atras da orelha sobre diversas informações que surgem sobre a RPDC.

  6. Samara Moraes disse:

    Que mega texto, recentemente acabei de ler o livro Para Poder Viver e gostei bastante. Vou comprar esse outro livro ainda esse mês, desse bom ótimo mesmo.Beijos!

  7. Neila Bahia disse:

    Eu sou como a Marina ali em cima. Sempre estive por aqui, mas nunca comentei. Acho que é um mal da maioria dos bloggers! hahaha Lembro o quanto seu conteúdo me ajudou nessa saga de blogar, criar conteúdo.Um fato marcante pra mim foi sobre o Tarot – que sempre fui apaixonada – mas não tinha me arriscado até ver seu post sobre o Tarot Zen de Osho que, inclusive, fui influenciada digitalmente e comprei! Quando foi isso? 2016? Acho que sim.Me recordo de ter te indicado um Tarot Kawaii que fez seus olhinhos brilharem, percebi pelas forma como vc escreveu a reply. Depois não soube se você conseguiu mesmo comprar….Enfim, escrevi um monte! Em palavras simples, queria dizer que sou fã do Sernaiotto e da sua mamãe, Lominha. Ah, e o novo lay ficou lindo de morrer. Espero mesmo que você se anime a voltar. Espero que dê!Muitos beijos!

  8. Fernando A S Oliveira disse:

    Coréia do Norte!!!. Como desperta curiosidades! Diz Yun Jung Im no prefácio da coletânea « Contos Contemporâneos Coreanos » « É impossível falar da literatura coreana da segunda metade do século 20 sem as feridas coletivas de uma história que supera qualquer ficção. E, para a geração de escritores (chamada de Terceira Geração) representada nesta antologia, a ferida começa em 25 de junho de 1950, quando eclode a Guerra da Coreia. É preciso, porém, recuar um pouco para entendê-la. A rendição japonesa na Segunda Grande Guerra libertou o país de sua ocupação (1910-1945) após 36 anos. » Vim a esta página por estar lendo um livro em quadrinhos, « Pyongyang «  de Guy Delisle que por lá esteve por volta do ano 2.000. Bom, embora o ache um pouco caricato. Anotarei as obras indicadas para ler. Obrigado.

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