O ano em que disse não

Esse título é uma referência descarada ao livro de Shonda Rhimes, O Ano em que Disse Sim. Devorei o livro em 4 dias e  aconselho que você o leia. Nesse livro, ela conta sobre o ano em que se desafiou a dizer SIM para tudo que lhe causava medo. Mas não se limita a isso: você aprende como ela aceitou muitas mudanças na sua vida e conseguiu alcançar sucesso apenas por ter se desafiado a aceitar tudo o que viria.

Nesse livro ela também fala sobre dizer sim ao NÃO. E essa parte me tocou de forma bem profunda.

Eu tenho problemas com dizer não, sempre tive, desde bem pequena. Descobri com o tempo que eu tenho esse problema por dois motivos:

  • eu tenho medo de ouvir não – e consequentemente, falar se torna mais difícil;
  • eu tenho medo de conflitos.

Nem preciso entrar nos detalhes do quanto o meu crescimento pessoal foi mais difícil ao longo dos anos por causa disso. Resumindo em poucas palavras: me tornei uma pessoa que não sabe se impôr, sempre usada por muitas pessoas e que nunca valorizou e priorizou a si mesma e seus projetos.

“Anda não conseguia tomar posse de ser poderosa. Tentava muito me tornar menor. O menor possível. Tentava não ocupar espaço ou fazer muito barulho.”

Quando eu me mudei para a Coreia eu decidi que minha vida mudaria. Eu não sabia exatamente como, o que eu faria pra isso e nem muito bem onde eu queria chegar, mas eu decidi que ela mudaria. Minha vida no Brasil sempre foi perfeita e incrível, exceto pelo detalhe de que eu nunca fui a protagonista dela. Nunca quis ser. Nunca lutei para isso.

Ser independente, ter autoridade, ter duroneza (essa palavra existe, leia o livro).

Decidi que nessa nova fase eu seria independente. Teria autoridade. Teria duroneza. Que eu mergulharia de cabeça nos meus projetos – são tantos! 2016 seria o meu ano. Na teoria.

Mas para isso eu precisaria dizer sim para 3 coisas que me dão muito medo:

  • ficar longe da minha família (e até que eu tô sabendo trabalhar esse item);
  • me impôr em uma nova sociedade, com novas regras e choque cultural;
  • e dizer não.

Eu precisava dizer sim para dizer não a tudo que não aceito, que não me acrescenta, que consome meu tempo, que não é necessário. Eu precisaria aprender a lidar com conflitos.

Pessoas com duroneza lidam com conflitos, muito bem.

Veja bem: sou uma pessoa ansiosa e que qualquer olhada de lado me deixa sem dormir por dias. Sou um poço de insegurança, sempre acho que sou um incômodo, tenho medo de como as pessoas me vêem. Odeio brigas, tons elevados, odeio reprovação. Me preocupei com isso por uma vida toda.

Se o foco da minha existência for nos outros, ninguém vai me notar ou me julgar, pensava.

Será que estão me achando esnobe porque eu compartilhei esse artigo incrível que eu fiz? Será que me acham muito insensível porque eu não respondi aquele email às 3 da manhã? Será que vão me achar injusta se eu cobrar 5 reais por um planner digital que eu elaborei durante dias na frente do Excel? O que será que ela quis dizer com esse tweet sobremeu desabafo pessoal?

Será que serei um monstro se eu dedicar 5 minutinhos a mim mesma e os meus benefícios?

As poucas vezes em que eu precisei falar NÃO foram um sofrimento. A ponto de eu ficar fisicamente doente nas semanas que antecedem o conflito: sair de uma empresa; negar um favor, não aceitar um cliente ou projeto.

Esse NÃO vem sempre seguindo de um artigo de aproximadamente 300 palavras que o justificam.

“Não é uma frase inteira (…). Você diz “não” e diz “tchau”. Não deve uma explicação a ninguém. NÃO é uma frase completa.”

Se o foco da minha existência for nos outros, serei necessária e querida, pensava.

E então eu percebi o meu erro, depois de 28 anos existindo para ser o suporte de outras pessoas. Quanto mais presente você está, mais irão exigir sua presença. Quanto mais disponível estiver, mais irão exigir sua disponibilidade. Quanto mais você fizer, mais irão exigir que faça.

Decida um dia falar NÃO, não poderei te ajudar. Não, não poderei comparecer. Não, não poderei fazer isso por você.

– NOSSA. Que rude.
– Que egoísta.
– Credo, o que foi que eu fiz para ela me tratar assim?
– Que egocêntrica, só pensa no bem estar dela e ignora quando eu mais preciso. 
– Affe, que ego grande, hein kerida? 
– Nossa, nem vou mais mandar mensagem pra ela. Tenho que me afastar de GENTE ASSIM. 

O NÃO é um grande filtro de pessoas tóxicas.

O ano em que disse não. Quote da Shonda Rhimes.

“(…) pessoas felizes e completas são atraídas por pessoas felizes e completas, mas nada torna uma pessoa tóxica mais miserável e destrutiva do que uma pessoa feliz e completa. Pessoas infelizes não gostam quando um colega infeliz se torna feliz.”

A primeira vez que você fala um não – depois de tantos sim e claro – elas somem da sua vida.

Como uma mágica. Como o plim de uma fadinha rabugenta que se chama NÃO.

Então, depois de muito pensar, eu decidi que 2017 seria o ano em que eu iria dizer não para as pessoas tóxicas. Filtrá-las. O ano da minha independência, autoridade e duroneza. O ano em que eu mesma vou correr atrás das coisas que amo, das pessoas que amo (e que correm atrás de mim também) e da minha saúde mental. O ano da minha fadinha rabugenta.

Nesse ano eu digo não para estar sempre disponível o tempo todo.
Digo não para estar presente mesmo quando não posso – e não quero.
Digo sim para não querer – e aceitar que isso é normal. É okay não querer fazer as coisas – e não fazê-las, por esse motivo. Você não é obrigado a aturar coisas e pessoas, não é mesmo?

“Porque a questão não é apenas eu me cercar de gente que me trata bem. É também eu me cercar de gente cujo valor próprio, cujo respeito próprio e cujos valores me inspirem a elevar meu comportamento.”

Nesse 2017 eu vou dizer sim para minha independência, autoridade e duroneza. Vou dizer sim para o NÃO. Vou estar presente de corpo e alma quando estiver presente e não estarei presente quando não quiser ou não puder.

Vou responder mensagens quando tiver tempo e muita inspiração, para tratar as pessoas como elas merecem. Vou responder emails quando tiver tempo e concentração, para colocar 100% de mim nas palavras. Vou comparecer quando eu estiver bem e animada – e minha presença realmente significar algo para você e para mim.

  • Vou colecionar momentos incríveis – e não superficialidades.
  • Vou colecionar diálogos intensos.
  • Vou dizer SIM a quem se importa e NÃO a quem não liga.
  • Vou me permitir uma pausa.
  • Vou me permitir largar o celular de lado enquanto eu produzo.
  • Vou me permitir largar o celular na bolsa enquanto estiver na rua.
  • Vou me permitir IR PARA A RUA ver gente – e não avatar.
  • Vou aceitar o conflito. Seremos melhores amigos.

Serei independente, terei autoridade.

Serei um poço de duroneza.

Todas as citações em negrito foram retiradas de O Ano em que Disse Sim, de Shonda Rhimes. Leia.

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  • Loma, você me definiu nas suas palavras!
    Eu sou bem assim também, na verdade o seu eu antigo, antes de ler o livro e se mudar de cidade. E eu não tenho o receio de mudar, mas o modo que eu vou mudar.
    Me importo muito com muitas pessoas que, às vezes, não estão nem aí pra mim e que eu nem conheço direito, hahaha. Daí sofro um pouquinho mais.
    Só que eu tomei como resolução de uns tempos pra cá o hábito de dizer não para algumas coisas (embora eu saiba que às vezes as pessoas contam comigo pra isso).
    Não quero morrer de fazer uma coisa pra não dar certo depois.
    Abraços!

  • Interessante ler isso. Eu fui assim, passiva? Acho que essa palavra é meio generalizada…

    Fui assim um bom tempo, até o fim da adolescência, mas fui quebrando aos poucos. Desde o primeiro bullying, quando passei a enfrentar cada um que sofria. Como sofri abuso de todo o tipo durante a infância, eu parecia uma marionete, porém quando atingi uma consciência e tomei plena convicção de mim, eu mudei, e hoje aos 30 posso dizer que sou livre.

    A responsabilidade emocional comigo me tornou livre, eu não vou me sentir mal por me impor, e como já aconteceu, outras pessoas se magoaram, no entanto, isso me deixou firme, não egoísta, mas disposta a dizer sim quando for justo.

    São muitos sentimentos para se lidar. E com o tempo a gente aprende, a mudança que ocorre é aquela portinha para a felicidade.

    Feliz por você.

  • Mais um post incrível! Sou fã da Shonda e vou ler esse livro djá! Me identifiquei muito contigo e com as palavras! Parabéns pelo trabalho incrível que fazes aqui e pela contribuição à outros blogueiros. Tu é 10, Lominha! Bjs

  • Nossa, Lominha, parece que esse texto foi escrito pensando em mim! hahah No ano de 2016 eu fiz justamente isso, pensando em melhorar a minha saúde mental, passei a dizer não para todas as coisas (e pessoas) tóxicas em minha vida. Impressionante foi como eu perdi “amizades” – que hoje eu percebo que não fizeram diferença alguma -. Ainda estou superando esse choque que foi ver tantas pessoas virarem as costas pra mim porque não admiti mais fazer o que elas queriam, mas estou muito melhor comigo mesma. :)

  • Nossa, adorei! Lembrei de um episódio bem nada a ver da minha vida em que “sempre podiam contar comigo pra tudo porque eu sempre aceitava o fardo sem reclamar”, até um dia que eu achei o cúmulo do abuso e falei “não, não vou fazer”. Alguém teve que se mexer e assumir as rédeas da situação. Na época eu fiquei incomodada por ter dito não, com a possibilidade de ter desagradado, mas aos poucos fui deixando de ser dominada por aquela situação e pelas pessoas em volta. Até hoje ainda tenho um pouco de dificuldade em dizer não logo de cara. Às vezes me meto numas furadas que socorro, mas aos poucos vou analisando a situação e saindo delas. Sem drama, sem sofrimento. Converso e digo que não dá, desejo boa sorte e vou embora. Por aí… rs

  • Eu já penei muito com isso! Eu sempre queria ajudar a todo e o pior , ficava com aquela culpa que você mesmo salientou aqui na sua postagem, perguntando a mim mesma será que eu tenho direito a isso ou aquilo? Em 2016 tive que dizer não para muitas pessoas que julgava sere minha amigas, mas só queriam de verdade que as servisse.
    Não tenho problema em servir e ajudar, mas há uma diferença muito gritante em ser legal e ser idiota e eu estava sendo idiota e isso estava me fazendo muito mal. Dizer sim para o não é uma decisão sábia. Além de nos deixar mais leves, possibilita que vejamos quem realmente está com a gente.
    Gostei muito do texto e já quero ler o livro. Amo leituras que nos fazem crescer e evoluir. Abraço ! Que seu 2017 seja muito incrível!

  • Eu amei esse post, Lominha do céu, veio na hora certa!! Já estou doida pra ler esse livro! Me identifiquei muito com você no post, eu tenho MUITA dificuldade em falar não. E muitas vezes acontece de falar não e voltar atrás alguns minutos depois. Preciso mesmo pensar mais em mim e ter comigo que negar alguma coisa não é o fim do mundo e nem vou ser punida por aquilo.
    Temos que buscar viver nossa liberdade não é??
    Um super beijo! <3

  • Quando comecei a ler, me vi refletida num espelho. E vou até ler esse livro!
    (provavelmente você não vai responder a esse comentário… ;) ) Mas queria te agradecer por ter descrito o que mais me aflige nos últimos tempos. Acho que eu não conseguiria fazer de uma forma tão elegante. Vou guardar pra num momento oportuno me inspirar pra dar as respostas certas.
    Obrigada.

  • Esse livro aí tá na minha lista, Shonda <3
    Nunca fui uma pessoa que só diz sim, mas sempre fui adepta do não. Esse negócio de trazermos pra gente coisas desnecessárias, estressantes, por pessoas que não valem a pena não dá né? Às vezes é bem difícil, mas temos que ser egoístas em certas situações.

  • Eu fui a senhorita sim a minha vida toda, ainda que às vezes batesse de frente com os pais e sempre estivesse argumentando sobre as minhas decisões, não conseguia dizer não para algum amigo. Era muito difícil contrariar. E não faz tanto tempo assim que o não se tornou mais presente. Acho que no decorrer do trabalho, conhecer muitas pessoas ao longo da semana, pessoas diferentes uma das outras, fáceis ou difíceis de lidar, enfim acho que foi essa experiência que impulsionou a necessidade de negar. Mas principalmente negar sem se sentir mal por isso. Negar por convicção. Negar por respeito próprio. É com certeza um filtro potente.
    Procurarei pelo livro, já que não conhecia, e parece essencial.
    Que neste ano você realize todos os profundos significados :)

  • Nunca fui do tipo ajudo o universo todo sem se preocupar comigo, acho que nasceu em mim essa coisa de em 1º lugar eu em 2º os que eu amo e os necessitas gentis e lgls, sabe? Mas entendo isso, muitas amigas e muitos amigos meus são assim -inclusive tenho um amigo que cada coisa politicamente incorreta que ele fala sobre alguém, ele se desculpa.
    Li o livro da Shonda por acaso acho que em maio de 2016, mas me apaixonei por ele e por sua filosofia. Eu sempre vou querer ler algo que ela escreve, mas os seriados são muito grandes -não briguem comigo.
    Enfim, Loma seu post ficou incrível e seu projeto 2017 , bora terminar 2017 tudo Duroneza!

  • Que vontade de chorar me deu esse seu post! Eu era tanto uma pessoa de sim, sempre pensei nisso que vc falou, que se a gente fala não as pessoas vão odiar a gente, mas vc falou algo que eu NUNCA tinha pensado: quem fala isso pra vc é gente que não vale a pena.

    Deu um clique na minha cabeça aqui. Que coisa maravilhosa. Acho que agora os nãos serão mais frequentes :)

    Conheço uma mulher, com seus quase 60 anos talvez, ela viaja o mundo todo, já subiu até uma parte do Everest, e ela disse pra mim:” medo a gente pode ter. Ele mantém a gente alerta e nos protege. O que não podemos ter é pânico e travar. Temos que fazer, com medo mesmo.” Levo isso pra mas coisas dá vida :)

  • É incrível como sofremos por conta de pequenos detalhes. Há uns meses atrás minha psicóloga me disse que eu estava com síndrome do pânico, eu achava que era só ansiedade ou algum problema de coração devido aos ataques de pânico. (risos)
    Me deparei em um momento em que eu só queria ficar em casa , tudo era um problema, para pegar um ônibus e fazer qualquer atividade na rua eu precisava fazer um esforço enorme de palavras motivadoras só pra sair de casa! – e eu achava que era isso normal –
    Ficar sem dormir, sentir medo constantemente de absolutamente nada, se sentir a pessoa mais insignificante do mundo – essa sou eu – Eu decidi mudar esse quadro, e lendo seu post percebi que todos os itens citados por você são parte de mim ainda e que são detalhes que preciso mudar, ter força para lutar e decidir o que é bom pra mim. Sim, o que é bom pra MIM.
    Seu post me fez perceber detalhes, detalhes importante, pequenos, mas que fazem um estrago emocional enorme.
    Espero que tenha sucesso, e que todas as suas frases sejam imperativas de você para você! Faça!
    Grande abraço!

  • Loma, nunca me identifiquei tanto com um post seu! Tem várias palavras aí que eu mesma poderia ter falado, principalmente aquela parte de tentar ser invisível, assim não teria que lidar com o julgamento alheio sobre o que eu faço ou deixo de fazer. Também sou assim, inclusive usei essas mesmas palavras em uma conversa com um amigo. Sempre acreditei que, se você não se destaca, não é julgado, mas sempre estive errada quanto a isso. E também, não só errada, mas e daí se vão te julgar ou não? Ninguém tem nada com minha vida.

    Ano passado eu tive um processo bem interessante de aceitar mais as coisas, dizer “sim” para elas. Até já escrevi um post sobre isso no meu blog. Foi interessante na medida que vivi muitas coisas que gostaria mas que tinha medo de viver. Mas também foi exaustivo porque concordei com muita coisa que não queria concordar, como ir em festas e participar de reuniões que não tava a fim de ir. Desde que entrei de férias em dezembro fiquei repensando tudo que fiz ano passado, e percebi que tava concordando com muita coisa que não queria só pra corresponder a expectativa dos outros. A ideia era não deixar de fazer as coisas por medo, e eu tava fazendo, mas não porque tinha medo de não fazer, mas porque tinha medo de não fazer e não corresponder a expectativa de quem esperava que eu fizesse. Deu pra entender? Estava fazendo o contrário do que eu queria, porque não soube dizer não. Percebi que parte da minha essência tinha ido embora. Eu tava sempre alegre, bem-humorada, sendo gentil com as pessoas… mesmo quando eu não queria. Detalhe que ninguém nunca era assim comigo. E essa parte que você falou que as pessoas vão embora no primeiro não é muito verdadeira, porque é realmente isso que acontece.

    Esse ano eu quero muito me impor, ser eu mesma, aceitar só aquilo que eu quero aceitar, assim como você. Espero que dê tudo certo pra nós duas, e que a gente consiga enfim se livrar dessa insegurança de ter medo da reação das pessoas <3

  • Menina, fiquei chocada no quanto somos parecidas! Você simplesmente resumiu a minha vida com suas palavras. Acho que eu nem tinha notado o quanto dizer sim para tudo e tentar ser o melhor possível para agradar aos outros me prejudica. Vou levar esse seu post como um conselho e tentar aplicar na minha vida esse lance de ser *duroneza*.
    Seu post foi muito útil, viu?! Obrigada por suas palavras inspiradoras. <3
    Muito sucesso para você.

  • Eu acho que eu nunca me indentifiquei tanto com um texto seu… sempre me senti inferior, insegura e em volta de pessoas tóxicas )família e trabalho) mas mesmo se libertando de tudo isso ainda é tem um processo para limpar tudo isso da sua cabeça, estou tendo muitas dificuldades mas soube priorizar a minha saúde mental e essa e minha única meta em 2017 ❤️🙏🏻 Vou procurar o livro pra ler. Obrigada e Parabéns você é dona toda de tudo mesmo sua linda

  • No final de 2016 comecei a ter esse mesmo pensamento/vontade, acredito que o ano de 2017 inicio muito melhor por isso. Eu ia escrever que me identifique com esse texto, mas lendo os comentários vi que é um mal compartilhando por muitos e isso é bem triste…
    Textos assim são essências para abrir nossa mente, adorei a recomendação do livro com certeza vou ler, só gratidão por conpartilhar mais um texto inspirador com a gente. Obrigado lominha! ❤

  • Nossa Loma, eu li esse livro e adorei também, ele fala das possibilidades e de como se superar dizendo sim mas também o não. No meu caso é muito mais dizer sim, bem parecida com a Shonda, por medo muitas vezes falo não e fico quietinha no meu canto, fico com medo de ousar e de aceitar os desafios. Super obrigada por compartilhar o melhor de você com a gente. Bjos

  • Loma, definitivamente esse foi o seu texto que mais amei! E li muitos! (em silêncio claro, afinal, sou mais do tipo que lê e reflete e geralmente fica pensando se se ver em tudo não é algum tipo de megalomaníaquisse – e essa é uma palavra que eu acho que não existe, hehehe!)
    Eu te entendo. Falar não é difícil. E depois, pesar o não é mais difícil ainda, pois não se apaixonar por ele, quando ele te proporciona momentos tão produtivos é quase impossível.
    O equilíbrio é uma dádiva eu acho. Mas não saberia dizer, nunca o encontrei, acho que não nasci pra isso.
    Mas, só queria agradecer, acho que nesse momento precisava muito ouvir que ainda está tudo bem dizer não.
    Obrigada.

    Um excelente ano e continue incrível! Viva intensamente tudo o que puder e não desista de nada que não quiser!
    Te desejo tudo de bom <3

  • Se eu já queria ler este livro, agora eu PRECISO! Eu amei seu post, até porque sou um pouco contrária a você, eu já fui o não e percebi que é preciso ter um equilíbrio entre eles.

    Eu sempre preferi dar o NÃO, com MEDO de me decepcionar ou magoar, o meu não sempre foi um grande muro pra me proteger do mundo, e aos poucos eu fui tentando alguns SIM só pra ver como é, dar algumas chances e ver como me sairia, porque eu já deixei muita coisa passar com medo.

    Sinto que é como se fosse uma corda, uma hora a gente puxa, na outra a gente solta, só é preciso saber quando fazer isso, pra gente não cair e nem derrubar a pessoa do outro lado, e mais, aprender a dizer sim e não pra nós mesmas, acho que essa é a parte mais difícil de todas. AMEI REAL SUA RESENHA, obrigada <3

  • Amei demais esse post! Super me identifiquei… em partes! Eu mudei MUITO nos últimos anos e to aprendendo a dizer não para várias coisas que sempre me incomodaram. Agora tenho que aprender a dizer sim para o que está por vir também. Obrigado pela indicação de leitura!! :)

    Ta tudo tão lindo aqui <3

  • Loma, você não faz ideia de como eu precisava desse teu texto. Absorvi pra mim, porque também preciso aprender a dizer não. Achei teu texto incrível. Achei as citações do livro perfeitas (vou ver de comprar, já até anotei aqui).

    Obrigada, do fundo do coração ♥

  • Quanto eu amei esse post! Quando eu me orgulhei de você, Loma!
    Modéstia à parte, eu sou dessa forma que você falou que quer ser. Tenho um coração enorme, mas sou completamente racional. Eu e meu bem estar vêm em primeiro lugar. Falo não com muita facilidade e pago um preço altíssimo por isso, pois as pessoas realmente não aceitam quando você não faz questão de agradá-las e simplesmente somem. Mas ainda sim eu também não ligo pra quem some. Só quero do meu lado quem me ama como sou, e ponto! Sou classificada de egocêntrica, racional demais, durona e até arrogante. Mas eu sei que não é isso e também não ligo. Tenho (poucas) melhores amizades do mundo, do meu mundo!
    O lance é não ter medo e saber driblar as consequências. Não olhe pra trás. E viva sua vida da melhor maneira.

    Desejo muito sucesso no seu crescimento pessoal.

    Beeeeijos
    Bruna Bussular – Wellness Lifestyle Blog