A pergunta que me faz travar

Eu amo o que eu faço e eu faço desde antes de decidir o que eu queria ser na vida. Tem gente que me conhece desde o meu início na blogosfera, em 2004 – quando tudo ainda era brincadeira. Desde então, eu tenho estudado, tenho aprendido, tenho ensinado, tenho trabalhado na área. Hoje, presto consultoria em conteúdo digital e ministro palestras em universidades. E então quando alguém me pergunta: mas, afinal, o que é que você faz? Eu travo.

Eu não sei explicar muito bem o motivo, sabe? Eu acredito em mim mesma e em tudo aquilo que eu aprendi, sozinha. Eu sei do que sou capaz, eu confio no meu potencial e estou sempre evoluindo, criando, produzindo, crescendo. Mas esse ato de falar sobre mim, sobre o que faço e explicar em miúdos a minha profissão me faz gaguejar. Como se eu não soubesse o que eu faço. Como se eu não me levasse a sério. Como se fosse uma brincadeira babaca. Como se eu fosse uma fraude.

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Ah, então, eu sou produtora de conteúdo né? Então, eu crio conteúdo. Tipo, eu blogo. Ai eu crio textos, imagens, vídeos. Também crio infoprodutos, tipo ebooks e cursos, sabe? Ai como eu faço isso há um tempão, tem um bocado de gente que me conhece e eu acabo prestando consultorias também.

Mais ou menos isso. 

Um desastre absoluto. Toda aquela self apresentação que eu preparo com clareza e palavras difíceis se transformam nesse conglomerado sem coerência que me faz duvidar de mim mesma. Na expectativa de que ninguém leva a sério o que eu faço, eu mesma acabo me auto sabotando.

[btx_quote style=”border” alignment=”left” border_color=”secondary_background”][Tweet theme=”tweet-string-underlined”]Quem vai acreditar no meu trabalho se eu mesma não acreditar com convicção?[/Tweet][/btx_quote]

Talvez isso aconteça porque eu trabalho com o que amo. O meu hobby de criar conteúdo virou minha fonte de renda – e eu, que já passava horas na frente de um computador criando mil coisas de graça, passei a lucrar com isso. O que não é errado, viu? Quando a gente faz aquilo que ama, estuda, aprimora, a gente acaba atraindo seguidores do nosso trabalho, parceiros e colegas. O que também acaba atraindo vendas, clientes e oportunidades.

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Mas a gente também sente uma dúvida. Isso se chama “síndrome do impostor” e afeta muito mais empreendedores e criativos do que deveria – você pode ler mais sobre o que é e como superar isso. A gente acaba se questionando, já que tudo parece fácil demais. Okay, dá trabalho, é cansativo, exige tempo, esforço e investimentos. Mas é algo que a gente faz sem se doer, sem reclamar, sem sentir tédio, sabe? E então a gente se sente uma fraude: fazendo dinheiro com algo que fazemos naturalmente. Esquisito, né? Se sentir culpado por vender seu conhecimento e tempo.

Mas então, o que diabos eu faço?

Oras, eu sou produtora de conteúdo, empreendedora digital e consultora. Ministro palestras e workshops sobre produção de conteúdo, monetização e divulgação – e ensino produtores a colocarem suas ideias em prática usando as melhores estratégias. Eu ajudo criativos a produzir, divulgar e monetizar seus sonhos!

Isso é o que eu faço! E para o próximo que perguntar, eu enviarei a URL desse post. :D

Agora, você me diz: o que você faz?

As imagens/citações que usei nesse post foram retiradas daqui

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  • Nós criativos sofremos muito com isso mesmo. Quando eu digo que sou designer perguntam ‘mas o que você faz?’, ‘então você ganha dinheiro brincando no photoshop?’ ai eu fico meio assim, sem saber o que dizer rs Meu namorado é projetista, e as pessoas perguntam se ele só ‘brinca de The Sims’. Nessas horas tem que respirar fundo e contar até 10 e dar uma definição técnica com palavras bonitas mesmo do que fazemos hahaha

    • Sabe, eu entendo ignorância pois não somos obrigados a saber sobre tudo no mundo. Projetista, por exemplo, é uma profissão da qual sei muito pouco. Mas essas piadinhas de “vc fica brincando no the sims” ou, como me falam, “vc passa o dia no facebook” dão um baita empurrão pra falta de confiança e pro questionamento :( mas continuamos aqui, determinados! hahaha

  • Eu tenho EXATAMENTE este problema, mas ele ainda vai mais fundo, porque além dele eu não confio no que eu faço. AMO, mas sempre acho que está horrível, não é bom os suficiente para os outros, sei lá… coisas assim. É uma barreira que tenho tentado quebrar, me jogando mais no mundo e dando mais a cara a tapa, mas não sei se funciona. Isso vale pro blog, pro meu trabalho de designer, pra minha empresa… =(

    • O perfeccionismo é um dos principais causadores da “síndrome de impostor”. Eu sofri isso quando trabalhei com minha primeira cliente de consultoria. Achei que o trabalho que tava entregando era um lixo, tava péssimo, mal feito e tava preparada pra ela pedir o dinheiro de volta, tanto que nem mexi nele. Deixei guardado até o final do projeto. A guria me mandou um feedback que eu chorei. Disse que a vida mudou da água pro vinho, começou a acreditar nela mesma e o blog dela cresceu horrores. Eu continuo não achando que sou boa, mas esse caso foi um baita tapa na cara. E se você quer um tapinha agora, tá aqui: você manda extremamente bem em tudo que faz! As ilustras, a loja. Queria ter um terço do talento q vc tem com aquarela. <3

  • Acho que esse é um problema comum a várias profissões relacionadas à tecnologia. Eu sou Analista de Sistemas/Negócios/Processos e mesmo já estando há 12 anos na área, 7 com essa função, ainda tenho dificuldade para explicar. Toda essa área é muito nova e mesmo as pessoas mais informatizadas ainda não conseguem compreender muito bem como funciona e muitos não levam a sério, especialmente a parte de produção de conteúdo na internet. A maioria ainda vê internet como facebook, acham que as coisas surgem sozinhas, que não alguém por trás trabalhando, às vezes até mais que nas profissões tradicionais.

    • As pessoas ainda acham que um post no facebook de uma empresa é postar uma foto (que é criada por fadinhas, ninguém fica horas no photoshop) e PLIM. Chove curtir. Ninguém entende que tem métrica, estratégia, melhor horário, relatório, análise de venda, leads, um propósito, pautas, etc etc etc. Vou ser bem honesta, eu sou totalmente noob com TI! Tenho várias amigas que trabalham na área e fico perguntando exatamente o que elas fazem porque é MUITA coisa e é super difícil.

  • Lominha, lendo o seu texto eu lembrei muito de um ‘discurso’ do Neil Gaiman que eu AMO, que ele fez na University of Arts uns anos atrás (esses discursos de formatura, sabe?), e que ele fala justamente sobre isso, sobre essa síndrome de impostos. Quando você não tem uma profissão que se encaixa num padrão, parece que você está errada fazendo algo ‘fora da lei’! Eu penso muito isso também quando pensou que sou livre pra trabalhar como freelancer (e é o que eu faço!) e acho que em algum momento alguém vai bater na minha porta e me mandar correndo pra um trabalho das 09h às 17h na Berrini! AHAHAH

    • Menina, é exatamente isso: “em algum momento alguém vai bater na minha porta e me mandar correndo pra um trabalho das 09h às 17h na Berrini” – você definiu o meu sentimento diário (exceto agora, que tô na Coreia hahahaha). Parece que a gente tá brincando, né? Que um “adulto” vai vir a falar: chega, agora tá na hora de ir pra são paulo trabalhar e fazer hora extra. Sei lá. hahahahaha

  • Nossa, Loma, eu sinto tanto isso. Principalmente depois que resolvi tentar a vida como freelancer que trabalha home office e que, infelizmente, ainda não tem muito retorno com isso… Tu quase sente vergonha de estar em casa, no computador. É realmente como se eu não fizesse nada ou, pelo menos, nada útil ou “real”.

    Tu sempre me faz repensar as coisas com os teus posts. Obrigada.

    • Sim, é exatamente isso! Meu namorado trabalha mega longe, sai as 6 da manhã e volta as 8 da noite. E eu sinto vergonha de acordar cedo com ele, limpar a casa, ficar no computador a tarde toda e cozinhar de noite. Parece “vida de princesinha”, sabe? Me sinto culpada. Mas, tô aqui criando ebook, curso, fazendo anúncio no blog e dando consultoria. Não tô no netflix, né? Mas é difícil de se convencer hahaha (e o mais legal é que ele não vê dessa forma, ele leva o que eu faço super a sério).

  • Oi Lominha, eu escrevi ontem um post no meu blog chamado “Iri, o que você faz da vida?”, ainda não o publiquei mas achei bem engraçado você postar isso hoje porque era exatamente a forma que eu estava me sentindo e escrever o post foi a forma que eu encontrei de colocar isso pra fora, sabe? :)
    Eu falei com orgulho de cada coisinha que eu faço, das não monetizadas as monetizadas (que nem me dão tanto prazer quanto as outras), mas enfim, obrigada por esse texto, obrigada de verdade.

    • Não podia estar mais certo, ainda ontem comecei a ler sobre isso também trabalho em casa sou designer gráfica e faço gestão de páginas.E sinto sempre que não está bom, ou então acham que não faço nada o dia todo e toda a gente me liga a pedir coisas.E depois até os amigos dizem então já estás em alguma agência quando procuras. Eu gosto bem mais de trabalhar assim.
      Mas compensa tenho um namorado muito compreensivo trabalha o dia todo fora mas eu compenso , fazendo as partes domésticas, já que estou em casa.E depois aproveitarmos e estarmos juntos.O pior é criar uma rotina.

      • Super verdade! O que eu recebo de mensagem de amigo perguntando se já encontrei algum trabalho ou me marcando em oportunidades. Eu entendo que eles fazem por bem, mas a maioria não sabe que com o blog eu tiro um salário, que eu ganhava por mês no meu último trabalho, das 9h da manhã às 7h da noite. :/

  • Maravilhoso seu texto!
    Acho que a maioria das pessoas que vai se identificar com você, assim como eu, serão mulheres. Eu mesma demorei quase 10 anos pra me assumir blogueira. Atualmente minha carreira de advogada está em segundo plano, trabalho na área do direito mas descobri um nicho que é prestar consultoria a produtores de conteúdo digital.
    Falando assim parece que foi fácil me descobrir nessa profissão, só que não! Haha Beijos querida!

    • Inclusive, seu nicho é incrível e super escasso na web. Acho engraçado que a gente não leva “blogueiro” a sério, mas se você assiste filmes e séries da gringa vê que os blogueiros de lá tem credibilidade de jornalista. Eu fico “wow”. Aqui a gente é tratado como criança que brinca de internet. Falta muito chão ainda. :(

  • Eu sou produtora de conteúdo, ou como eu digo facilmente “blogueira e youtuber”, e também redatora freelancer, que é a minha fonte de renda no momento, já que o blog e o canal ainda estão crescendo e aparecendo.
    Parece que com esse post você ficou decidida a confiar mais em si mesma né? Já faz tanto tempo que vc trabalha com isso e é tão talentosa, que não deveria titubear. Você é o máximo! =)
    Beijos,
    Tati ✦ Quero Ir

    • Olha, eu confio em mim mesma. Mas o post me ajudou a ter mais confiança em mostrar isso pro mundo. Eu me preocupo muito sobre como as pessoas me percebem e sempre acredito que elas me vêem inferior ao que eu realmente sou. O que, na prática, eu sei que não acontece: tô sempre recebendo feedback positivo. Mas algo em mim me faz crer que ninguém me leva a sério, então eu não tenho coragem de gritar pros 4 cantos sobre tudo o que sou capaz. Preciso mudar isso. E esse post foi um auto lembrete hahaha

  • Acho que esse é um problema comum entre todas as profissões “não convencionais”. Duvido que alguém pergunte pra um advogado ou médico o que eles fazem. Talvez a dificuldade em responder a essa pergunta seja medo do julgamento, medo de as pessoas acharem que nosso trabalho é “fútil” e de não darem o devido valor. Eu curso Relações Públicas, e sempre tremo internamente quando alguém pergunta o que é, e sempre sai um resposta pior que a outra. Mas, pensando agora, é algo que temos que enfrentar. RP e produção de conteúdo são áreas relativamente novas e por isso causam estranhamento. As pessoas não conseguem imaginar o que são ou como se vive disso, por isso não sabem o que pensar. Temos que mostrar pras pessoas que nosso trabalho é importante, sim, e falar dele sem medo ou hesitação. Se nós não ensinarmos pras pessoas o que é que fazemos, quem vai? Chega de guilty pleasure!

    • Eu consegui fazer meus pais entenderem o que eu faço e eles me levam a sério muito mais do que eu mesma! Preciso ensinar para as outras pessoas com a mesma convicção que ensinei meus pais hahaha

  • Loma, falou tudo. É difícil mesmo. Você comentou que acontece com empreendedores E criativos, mas vou além. Isso é muito difícil com “empreendedores criativos”, pessoas como você, eu e tantos outros, que trabalham fazendo o que ama. Quando nosso hobby passa a ser nossa principal atividade é difícil de passarmos pros outros. E acredito que seja difícil porque está tão incutido no ser humano que trabalho não pode ser uma coisa boa, que nós mesmos não conseguimos transmitir com clareza o quão maravilhoso é trabalhar com o que nos faz bem, nos trás retorno e só aumenta nosso amor por aquilo – inclusive ontem postei uma imagem no insta/fanpage sobre isso. O seu trabalho é lindo, trate já de falar com firmeza que é a senhora do conteúdo e manja muito dos paranauês da blogosfera. :) Beijo grande!

    • eu fico tão feliz em saber que não estou sozinha nesse barco! mas ao mesmo tempo triste, pois notei que muitos criativos, como nós, passam pelo mesmo perrengue do questionamento e da auto confiança. mas vai chegar aquele dia em que seremos reconhecidos pelo que fazemos e seremos confiantes em dar o nosso melhor – e lucrar com isso! beijos

  • Esses tempos refleti sobre esse mesmo problema no meu blog (http://www.gavetaabandonada.com.br/2016/01/o-dia-em-que-me-libertei.html) mas tive isso mais relacionado ao meu trabalho “fora” da internet porque acabei recebendo muitas responsabilidades e, sei lá, achava que uma hora iam me desmascarar e descobrir que eu não merecia tudo aquilo! rs
    Sabe que depois que li a reportagem que me influenciou nessa reflexão e compreendi melhor o que sentia, esse sentimento diminuiu muito? Contigo parece ter acontecido a mesma coisa. As vezes é só questão de se entender um pouco mais e saber que esse tipo de sentimento não é só nosso :)

    • O que me impressiona é saber que muita gente talentosa e criativa sente o mesmo do que eu. Eu confio no que faço, mas simplesmente não sei demonstrar confiança na hora de “vender” meu trabalho para as pessoas. Estou tentando mudar isso ;D Vou ver o seu post. Beijos!

  • No momento eu sou uma blogueira e estudante de História em busca dos sonhos ahushau.
    Me encontrei no curso que escolhi e sei o que quero, agora o negócio é estudar cada dia mais pra ampliar o meu conhecimento e começar a colocá-los em prática assim que eu me sentir segura o suficiente para aquilo.
    Belo texto Loma!

  • Pois, é um pouco como eu.
    Eu sou produtora e não tenho nem sítio fixo, nem empresa fixa… freelancer e trabalho em várias áreas do mundo audiovisual. Então passo a vida a ouvir:
    “Então e o que fazes?”
    “Sou produtora…”
    E de repente fica aquela cara cheia de pontos de interrogação a olhar para mim…
    “Mas em que empresa?”
    “Por minha conta, onde calha… a maioria das vezes a partir de casa”
    “Ahhh… ok, trabalhas em casa…”
    E sai aquele ar de desprezo e de quem diz: pois, és dondoca!
    Eu entendo cada letra do teu texto!

    Beijinhos querida Loma*
    http://www.ofabulosodestinodemariaamelia.pt/

    • EAXATAMENTE! Dondoca! Eu acho que as pessoas sempre pensam isso de mim: ah, deve ter marido rico. Ah, deve ter família rica. O pior é que eu não tenho não hahaha sou cercada de gente que trabalha pesado das 7h às 18h todo dia pra sustentar a família, sabe? Mas o incrível é que meu trabalho digital me rende o mesmo que eu ganhava no trabalho anterior, e eu mesma controlo meus horários e trabalho de pijamas hahahaha por menos desprezo nessa nossa carreira! E muito sucesso na sua vida de produtora, viu?

  • É como se batesse culpa porque você transformou hobby em profissão e tá ganhando a vida de uma maneira mais informal, né? Talvez isso tenha um pouco a ver com insegurança do que as pessoas vão achar quando descobrirem que você saiu do padrão faculdade-diploma-ser efetivada no estágio-trabalhar o resto da vida com um negócio manjado que não surpreende ninguém. Mas liga não, é sempre bom sair da curva nessas horas, e o mais importante sempre vai ser que você está fazendo exatamente o que gosta! :)

    • A sociedade ainda não está 100% preparada para esse mundo de freelas e empreendedorismo. Eles ainda acham que ficar nas redes sociais e ter seu canal digital é algo que não vai durar ou que você está brincando. Confesso que fico insegura sim, pois tem meses que o trampo diminui e eu mesma me pergunto até onde o trabalho criativo digital vai ter demanda. Mas enquanto isso to aqui, criando experiência e fazendo meu dinheirinho humilde hahaha

  • Lo, simplesmente amei as entrelinhas desse seu desabafo, primeiramente porque trouxeram a ratificação de que tudo depende de como vamos emitir, não só nas palavras, mas nas intonações, na crença do que está sendo passado. Se existe amor, dedicação e, principalmente, BUSCA POR ORIGINALIDADE e estudos, não importa a área: você é um profissional que deve ser respeitado e, obviamente, isso não começa se não iniciar por si mesmo. Faço Comunicação Social em Jornalismo, o que acrescenta bastante em estudos para o blog e sou escritora. Tudo isso se interliga e abre portas para acréscimos reflexivos e práticos de uma área para a outra. O que falta em muita gente é lembrar que portas podem abrir outras tantas.

    http://WWW.SEMQUASES.COM

    • Quando me perguntam o que eu faço eu respondo minha formação: sou Publicitária. Eu sinto como se esse background desse mais credibilidade para o que eu faço. Mas na época em que eu me formei, meus professores defendiam que internet não é mídia (??????). O embasamento digital que adquiri foi por experiência, vivência. Mas a faculdade continua sendo o mais importante. Senão, ninguém te leva a sério. Uma pena hahahaha

    • hahaha O que é incrível – pois estamos no mesmo barco – e péssimo ao mesmo tempo. Péssimo porque prova que muitos criativos ainda se sentem desvalorizados. Mas mudaremos isso aos poucos <3

  • Loma, falou tudo!
    Eu sempre fui criativa e criei muita coisa ao longo dos meus 13 anos, mas é muito natural eu me sabotar, por mais que não pareça, sempre me preocupo se isso é certo. Mas como tu disse, isso não é errado. Vou l[á olhar o post que indicou, valeu por esse post do amor, bjs!
    Gaby

  • eu também até hoje não consigo explicar direito o que é que a minha área faz pra alguém que não manja de nada dela (sou designer). As pessoas acham que é só desenhar, o que não é exatamente isso, embora eu o faça também. Na universidade já explicaram o que é realmente o design mas pra mim ele ainda é tão abrangente que não encontro palavras pra descrevê-lo haha aí se a pessoa acha que é tal coisa que tem a ver com isso, eu simplesmente digo sim, por falta do que falar mesmo

  • Este post definiu minha vida, de verdade. Estou sofrendo a meses com a síndrome do impostor. Eu sou Chef de Cozinha – freelance porque eu larguei o emprego fixo para me dedicar mais ao blog/canal – e tanta gente de fora critica porque ‘parece fácil de mais’ e porque eu amo o que faço e me sinto culpada de ganhar por isso sabe?
    E acabou que de uns tempos pra k, eu estou sem dormir, sem comer direito, com crises de choro… Como se diz aqui Minas Gerais: ‘Todo mundo só vê as pingas que tomo, mas não vê os tombos que levo.’ :(

  • eu leio seu blog desde sempre, sempre que tem coisa nova, e acho que nunca comentei. o tanto que teu conteúdo já me ajudou nessa vidinha internética, nem sei. então quando vc faz um post desse, minha vontade é falar MIGA CÊ TÁ LOKA CÊ É MARAVILHOSA RAINHA DA INTERNET! mas, na real, eu resolvi comentar nesse post, justamente, porque eu entendo muito bem essa sensação.
    eu acho que é uma coisa bem geracional a síndrome do impostor, da gente que aprendeu a ser gente com a internet, blogosfera oldschool, programar no bloco de notas no html do blogger e escrever conteúdo “para desconhecidos”. junto com essa coisa meio “aprendi sozinho”, tem uma outra, que é saber vender o peixe: coisa que eu só aprendi depois de tomar muita porrada de ver ruim gente se dando bem na minha frente só pq teve a manha de ir lá e falar “eu faço, eu sou bom nisso”. era nada, mas foi melhor que eu em falar que fazia, não? então levou. e sabe o que eu acho que tem também? a boa e velha sociedade patriarcal falando pra gente que “menina não pode”, que “isso é coisa de menina” e, ah: CHAMANDO A GENTE DE MENINA. (eu li esse texto hoje e, catzo, doeu, viu: http://www.elespectador.com/opinion/el-sexismo-nuestro-de-cada-dia)

    daí que disso tudo, depois de muito apanhar da vida (e de mim mesma, eita), eu vi que a única pessoa que pode mudar esse rolê é…. sou eu. claro. ninguém vai me dar espaço se eu não buscá-lo. ninguém vai me levar a sério se eu não levar. todas aquelas vezes que eu via alguém se auto promovendo com um título bonitão tipo “produtora de conteúdo” e pensava com os meus botões “poxa, mas ela é blogueira, só!” viraram um CERTA ELA PODEROSÍSSIMA e aí, o esforço em valer cada letrinha do título vem da pessoa, depois, e aí é entre ela e o seu profissionalismo, né? a gente tem que desconstruir essas coisinhas e se empoderar, muito, acreditar muito na gente, mesmo, e seguir em frente, mesmo que dê mesmo. mesmo que a gente ache que não está pronta. mesmo que a gente ache que não vai rolar.

    e caso não tenha ficado claro: da minha parte, você deveria mudar para

    “eu sou produtora de conteúdo, empreendedora digital e consultora E RAINHA SUPREMA DA INTERNET. ”

    beijos! <3

  • “E para o próximo que perguntar, eu enviarei a URL desse post. :D” kkkkkkkkkk

    É exatamente assim!!!! Sabemos a teoria, mas a prática fica no Ctrl+C e Ctrl+V 😯

    Acho que estamos sempre na defensiva, no sentido de esperar mais uma crítica, ao invés de um incentivo. E pra quem não gosta de conflito, ficar na defensiva te deixa em estado de “gagueira evitativa de conflito”….rs

    Mas vamos lá:
    Meu nome é Joice de Sá e sou produtora de conteúdo digital para o blog Cabeça de Cachos e o canal Joice de Sá no YouTube. Abordo temas como transtornos mentais e superações diárias, de maneira leve e bem humorada, com o objetivo de me incentivar e incentivar o maior número de pessoas junto comigo. 😉❤️😊

    http://www.cabecadecachos.com