Diferenças entre Brasil e Coreia

Já me pediram aqui nos comentários para citar algumas diferenças entre Brasil e Coreia que notei. Na verdade, temos feito um constante brainstorm aqui entre os brasileiros: o que um achar de diferente, compartilha com todo mundo.

A Fernanda – colega de curso e de dormitório – reuniu algumas diferenças em 2 posts no Sulkoreando: parte 1 e parte 2. Eu trouxe aqui alguns dos meus favoritos, sob meu ponto de vista. Estão preparados?

  • Não existe desculpa ou com licença no metrô, é cada um por sí e Deus por todos;
  • As motos andam na calçada e eu já passei por experiências de quase morte umas 5 vezes;
  • Você acha homem bonito na rua, acha táxi, acha dinheiro, mas não acha lixeira;
  • O metrô e o ônibus são cobrados de acordo com a distância percorrida;
  • O café da manhã é sopa de peixe, peixe frito, suco de peixe e pudim de peixe. Na verdade, o café daqui é comida mesmo: arroz, kimchi, frituras, sopas. Quando tem leite e cereal vira evento comemorativo entre os estrangeiros;
  • Tudo é doce na Coreia, menos o doce – que é salgado;
  • Coffee shop aqui não é um lugar para tomar café, é um point social;
  • Os pontos de ônibus possuem um sistema para verificar o saldo do seu T-money (o bilhete único de nome mais chique) e mostra os ônibus que estão chegando. E funciona;
  • Por aqui se esconde o corpo do Sol – coreano odeia se queimar – exceto pelas coxas. A coxa tá liberada. As meninas usam shorts de dar inveja na Carla Perez;
  • A Coréia é conhecida pela sua cultura do pali pali – que é parecida com São Paulo e New York: ninguém nunca para. Exceto no lado esquerdo da escada rolante do metrô. Todo mundo para lá, é incrível.
  • Aqui, você sujou, você limpou. O que quer dizer que estudantes limpam a escola e limpam o dormitório – o que daria uns processos no Brasil.
  • Você pode andar com o celular na mão e não vai aparecer um pirralho pedindo o aparelho;
  • Perdeu carteira no metrô? Ela estará no achados e perdidos, com tudo o que você deixou e ainda um bilhetinho pedindo para que tenha mais cuidado, se duvidar.
  • A água é grátis. Na verdade, sempre que você for comer em algum lugar, a água é grátis e à vontade. Nunca comprei um copinho ou garrafinha por aqui enquanto estive fora.
  • tomate tem açúcar. Eles levam o fato de o tomate ser uma fruta bem a sério;
  • Tem karaokê em toda esquina, tem coreano cantando muito mal, inclusive. Só que eles não ligam para o que você pensa;
  • Os sapatos são todos bregas. Todos. Inclusive, comprei uma sandália aqui que eu achei que nunca usaria na vida – é última moda e paguei 10 dólares. Amo e não tiro mais do pé. <3
  • As calças jeans nunca servirão. Elas foram elaboradas para pessoas sem bunda, sem coxa, sem vida. Acho que não serve nem nas coreanas.
  • Todo metrô tem uma espécie de shopping ao estilo 25 de março, um mundo subterrâneo de felicidade a 5 dólares. Tem roupas, eletrônicos, comida e amor. Nunca mais fiz compras na superfície desde que cheguei aqui. Sou um tatu do consumo. Uma minhoca do capitalismo.
  • Coreano tem pavor a inglês, morre de medo de falar. Mas usa muito o konglish, que é o inglês que eles incorporaram no seu cotidiano. Preto é buléck, hamburger é ambógó, cartão é cardu e nice é naissu. E se você falar essas mesmas palavras em pronúncia correta, vai dar bug no cérebro deles e vão abanar as mãos dizendo “no english”. ¯\_(ツ)_/¯

Fica aqui um adendo importante: as diferenças culturais são muitas – e incríveis. Tá sendo minha melhor experiência poder vivenciar tudo isso, sempre levando com bom humor e mente aberta. Tô amando esse país a cada dia mais e sinto que voltarei ao Brasil com manias bem “esquisitas” haha

Ah! Fica de olho no blog da Fer que ela já tem as partes 3 e 4 no gatilho.

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