Vem cá: vamos falar sério?

Eu odeio escrever sobre assuntos polêmicos – tudo aquilo que envolve (muitas) diferentes opiniões e tende a gerar debates calorosos. Vou explicar o motivo: eu tenho preguiça das pessoas. Muitas já partem direto pra briga e para os argumentos de baixo calão. Muitas, nem sabem argumentar e partem direto para a ignorância estereotipada: “ah, mas isso acontece porque o mundo é assim e nunca vai mudar”. Ok, amiguinho, continua engolindo esse seu conformismo que o mundo não muda mesmo.

Se o brasileiro tivesse essa mania saudável de estudar as coisas e lutar por aquilo que é seu, de direito, talvez o nosso cenário fosse outro. Talvez mesmo, pois a gente nunca sabe. Esse é um tipo de realidade que está começando a mudar agora. E esse post todo vai ser sobre o tópico da vez: o estupro. Eu não vou trazer estatísticas aqui, até porque o Facebook tá cheio, né? Mas uma coisinha chamou a minha atenção – claro que tudo isso, no geral, é bem impressionante – mas um detalhe me fez deixar a preguiça de lado e vir aqui discutir (no sentido mais doce da palavra) com vocês.

A fatídica pergunta:  “Se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros?”. A fatídica resposta: 58,5% dos entrevistados (mulheres e homens)  acredita que sim, a mulher deveria se comportar melhor para que não justificasse um abuso.

Opa. Peraí!

Alguém que está lendo esse post saberia, por gentileza, me explicar a definição de “se comportar melhor”? “Melhor” é uma palavrinha tão ingrata, tão genérica, pode significar TANTA coisa. Cadê o manual de comportamento feminino perante a sociedade? Aquele manualzinho que especifica o que uma mulher deve ou não fazer perante os homens, como deve se portar em público, o que é possível para uma mulher e o que não é, como deve se vestir? Cadê esse livrinho?

Ah, ele ficou na Idade Média. Junto com essa mania de limitar o próximo e definir papéis para cada um dentro de um determinado grupo baseando-se em sua idade, cor e sexo. Sabe por que eu ando com preguiça da internet? Quando você dá voz demais ao povo, você tem a oportunidade de ver o melhor e o pior de cada um, exposto, ali, na sua cara. Não que eu defenda a censura, eu só tenho preguiça das pessoas – aquelas que preferem se manter seguras dentro de sua própria ignorância e conforto – e que acredita que a culpa é do Brasil, que não vai pra frente.

É a mesma pessoa que acredita que, para não ser assaltado na rua, deve-se andar sem celular e sem bolsa, escondendo tudo que pode dentro da roupa e rezando o caminho todo. Quando acontece de ser assaltado, essa pessoa, em toda a sua infelicidade, te diz: tá vendo, bem feito. Eu falei pra você não levar o celular pro trabalho. A culpa foi sua de ficar andando ai com seus pertences, esfregando na cara do ladrão.

Não, gente. A culpa não é minha por trabalhar feito uma louca, comprar as coisas que eu quero e usufruir delas. A culpa é do desgraçado que acha que tem o mínimo direito de tomar isso de mim, usando força ou armamento ilegal, em plena luz do dia, debochando da sociedade e com a certeza de que sairá impune.

Essa pessoa é a mesma que acredita que, se você transa com seu namorado durante um relacionamento – ou até mesmo fora de relacionamentos, cada um faz o que quer com seu próprio corpo – ele pode sair falando pra Deus e o mundo sobre todas as suas intimidades. Inclusive, se ficar ofendidinho com o término do namoro, tem todo o direito de exibir possíveis fotos ou vídeos gravados, com a desculpa de que a ex-mulher-dos-seus-sonhos-amorzinho-vem-cá é uma vadia.

Não, gente. Não é assim que funciona. A intimidade é algo que fica entre o casal e é por isso que existe uma coisinha chamada confiança. O cara que acha lindo ostentar a sua intimidade, não passa de um canalha bem sacana que precisa reforçar a sua masculinidade para os amiguinhos.

Essa pessoa é aquela que acredita que se uma menina tem sua roupa íntima fotografada no metrô de São Paulo, estava pedindo por isso, pois não se deve ir trabalhar de saia, né? Onde já se viu, sair por ai com um vestidinho desses? Só pode ser uma periguete sem escrúpulos e tenho certeza que vai adorar se eu der uma encoxadinha, essa safada. 

NÃO, GENTE. A roupa que eu uso não justifica se alguém pode ultrapassar o meu limite pessoal de 1m² com uma câmera para fotografar minha calcinha e muito menos justifica a falta de noção do indivíduo que acredita que eu vou achar lindo ser encoxada. Não vou mesmo! Ninguém te avisou, meu amigo, mas essa sua atitude é nojenta. Faz o seguinte: pega esse seu órgão sexual e seus hormônios “incontroláveis” e vá esfregar na bunda da sua mãe – se já não tiver um camarada fazendo isso com ela, nesse exato momento, em algum transporte público por ai. Fica a dica ;)

Agora me diz: de quem se espera um “comportamento melhor”? Da pessoa que sai de casa com medo do que pode acontecer durante o dia, da pessoa que acredita que pode fazer o que bem entender pois não existe impunidade no mundo ou da pessoa que responde que a mulher se comporta mal e, por isso, pode ser estuprada sim, sem problemas?

Eu ainda tenho fé na humanidade (te juro!) e acredito, com vigor, que as pessoas (especialmente as mulheres) que estão nessa estatística são puramente ignorantes. São pessoas que não fazem ideia, por exemplo, que um pai estupra um menina de 15 anos só porque ela usa um shortinhos curto e “me provoca, não consigo controlar”.

São pessoas que nunca passaram por isso e não conhecem ninguém que tenha sido violentado. É uma pessoa que não entende o medo que uma mulher sente de ter seu limite ultrapassado por pessoas que não conhecem limites.  Mulheres que não tem forças para denunciar um abuso pois ele acontece dentro de casa.

Eu acredito nas pessoas, sim. Mas isso nunca vai mudar a preguiça que eu sinto delas…

E pra você que leu o post todo, uma recompensa:

Parabéns! Você leu esse post todo!

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  • Ufa!
    Um texto com o bom senso que estávamos precisando sobre esse assunto! (Sério)

    Eu também morro de preguiça das pessoas, dessas mentes fechadas que só sabem botar a culpa em quem não tem culpa, pelas coisas erradas que andam acontecendo com frequência cada dia maior no nosso país.

    Não. A culpa não é da menina e do seu vestido. Não, a culpa não é da pessoa que saiu um pouco de casa com o celular depois das 22:00. Não, a culpa não é da mulher que irritou o marido demais e ele se descontrolou. Não…

    A culpa é da nossa sociedade e do nosso governo que se esqueceram que quem quebrou as leis/regras, quem deve ir para a cadeia, quem deve ficar preso atrás das grades, são os indivíduos que cometem esses atos hediondos e não nós.

    Em questão de segurança em nosso país, hoje, somos tratados como vermes. Se algo dá errado a culpa é nossa ainda por cima. E a educação do nosso povo só vai caindo e quem é mais velho parece estar desaprendendo e se esquecendo de como as coisas devem ser.

  • Perfeito o seu texto, Loma! Sério, foi como ver o que eu penso nas suas palavras. Eu concordo com absolutamente tudo o que você colocou aí. E fico muito feliz que tenha mais gente que também pense, viu?! Poque com as besteiras que tenho ouvido ultimamente está cada vez mais difícil acreditar que a humanidade tem jeito.
    Beijooo! E ah! eu amei a recompensa! hahahaha <3

    • Que bom que gostou, Renata! Eu não queria publicar o post por se rum assunto que polemizou, mas fico super feliz em saber que as minhas amigas e leitoras possuem o mesmo ponto de vista! <3 beijos!!

  • Admiro o seu otimismo, concordo com todas as suas palavras.
    mas não sei se tenho fé no ser humano mais…eu saiu de casa todos os dias morrendo de medo de ser assaltada (PRAIA GRANDE neh) eu tento sair discreta na rua para não chamar a atenção (mas quem garante..) é difícil, e é uma discussão sem fim, mas os primeiros passos estão sendo dados…
    esse é um lado bom das “polêmicas” do facebook (acho eu…) pelo menos tá quebrando esse tabu idiota (espero…) Oremos!!

    PS: O gif do fim é mto fofinho

  • “são pessoas que nunca passaram por isso ou não conhecem alguém que tenha passado”… “que vivem com medo da sua intimidade ser invadida”…

    Eu me apeguei a essas duas frases por que já passei e enfim, não cabe falar, e por que todas as vezes que alguém (não importando sexo) passa atrás de mim em um coletivo/local apertado meu sangue sobe e tenho vontade de espancar (por mais que não haja intenção maliciosa).

    gostei muito mesmo de terminar meu domingo com o seu texto, Loma. Eu também acredito que o povo tem jeito, que campanhas e voz ativa da jeito… essa geração de conformados está mais para morrer enquanto a nossa que determina o futuro.

    Beijocas.

    • Concordo, Lena! Estamos numa fase muito revolucionária no Brasil, devido aos jovens da nossa geração, que estão se importando mais com os questionamentos. Sinto muito que vc já tenha passado por alguma situação desse tipo, conheço muita gente que já passou e sinto a dor, sabe? Por isso redigi esse post. Obrigada por participar aqui do blog e fico feliz que gostou do post <3 beijos!!

  • Texto perfeito Lominha!
    Vi uma reportagem sobre isso e fiquei horrorizada!
    Concordo com tudo que vc falou; e apesar de tudo, ainda tenho fe nos seres humanos tb! Mas nao 100%.
    Alguns simplesmente nao merecem que a gente tenha “bote fe” neles e acredite que a pessoa pode mudar; alguns merecem se f*** mesmo e ir pra uma cadeia bem cheia, lotada, vivendo em situacao de calamidade ;D
    Acho que no fundo, tudo se resume a educacao! aquela educacao que comeca dentro de casa sabe? que vem acompanhada do respeito ao proximo!
    Tenho certeza que mto desses vagabundos que fazem isso com as mulheres, devem virar bichos se alguma mulher que eles consideram (se eh que isso existe) sofrer desse abuso -mas sentam em cima do proprio rabo e fazem.
    Gracas a Deus eu nunca passei por nada desse tipo; e por aqui, apesar de nao usar mto transporte publico, sempre que usei, foi muito respeitoso! e olha que ja peguei metros lotadissimos (no caso, em shows); e nunca, ninguem, nem estando visivelmente bebados, encostaram em mim ou em alguem que estivesse no mesmo espaco que eu estava.

    Enfim, so Deus mesmo pra dar um jeito pelo visto.. *sighs*
    Beijo!

    PS: tanto a fofura da 1 foto qto a do gif na ultima, eh de apaixonar xD #doglover #felicia

    • Paula você falou tudo: educação! Infelizmente, essa questão familiar de educar uma criança está sendo jogada na mão dos professores. As pessoas estão crescendo com essa noção de que tudo podem e não há impunidade. Disciplina pra que, né? Mas ainda tenho fé! HEHE beijos <3

  • Eu assino embaixo tudo que você disse!

    Eu infelizmente presenciei pessoas comentando sobre essa pesquisa algumas coisas que são realmente desanimadoras, do tipo: “esses caras são uns malucos, loucos, não adianta querer mudar, o que resta agora são as mulheres se protegerem deixando de usar esse tipo de roupa”. Argumentei que nós tínhamos direito de vestir o que quisermos e a resposta foi: “então está assumindo o risco”. WHAT? REALLY? Esses loucos estupradores arranjam qualquer desculpa pra encoxar alguém. Se não é o shorts curto, é a blusa decotada, é a calça justa, é o vestido longo com decote, é o vestido “curto demais”; sempre vai ter um motivo. E isso as pessoas não enxergam, só enxergam a parte do “também, olha a roupa que ela tá usando!” “quem que pega metrô de saia?” Como se fôssemos obrigadas a sair de burca por aí para não sermos desrespeitadas.

    Ótimo post, viu? O cachorrinho embaixo deu uma aliviada no clima. HAHAHA

    Beijos beijos!

    • A mania de sempre culpar a vítima, né? Acho um tipinho de pensamento tão limitado. Mas fico MUITO feliz que meus amigos e leitores são pessoas questionadoras e com uma opinião muito bem embasada sobre as coisas! Obrigada pelo comment! <3 beijos

  • Recompensa mais fofa essa !
    Concordo com o post e entendo muito a tua preguiça das pessoas. Entendo também o otimismo. Ai fico naquele paradoxo : tenho preguiça de pegar pela mão e explicar pacientemente as coisas que me parecem obvias mas quero que todos se conscientizem sobre certos assuntos. E explicar, debater, não deixar passar é necessario afinal de contas eu também ja pensei e disse coisas absurdas até ver, graças a pessoas esclarecidas e pacientes, que eu estava errada. Mas que da preguiça, da…

    • Dá preguiça, sim! Mas é necessário, né? Até porque, lidar com pessoas é uma necessidade cotidiana, mas determinadas discussões só nos levam ao cansaço: tem certas coisas que algumas pessoas não entendem. :( hehehe

  • Ai que vontade de compartilhar este texto com todo mundo! Você tem toda razão. Essa pesquisa do IPEA me deixou triste. Mas é sempre bom ver que ainda tem pessoas, como você, que estão com a cabeça no lugar certo! <3 Parabéns!

  • Pior que eu acho que mesmo que as mulheres andassem de burca na rua ainda sim teria assédio, seja pela curiosidade de saber o que tem de baixo, seja por serem fdps tarados mesmo. Acho que o lance é o que leva a pessoa a achar que é natural assediar alguém. Desequilíbrio mesmo.

    Kisu!

    PS> amei o gif

    • exatamente, Bah! o comportamento da vítima não justifica o espírito de porco de uma pessoa que acredita ser normal invadir o limite alheio! obrigada pela sua opinião <3 beijos

  • Lominha, confesso que eu não sabia que chegou a esse ponto no Brasil. Tá, eu sei que estou MUITO mais tempo do que devia, fora da minha terra natal, sempre que posso, acompanho as novidades (ou a falta de, tanto faz).
    Quando soube dessa pesquisa e do que acontece, fiquei espantada. Onde foi parar a educação, o bom senso e a decência das pessoas?
    Como a Bah comentou – mesmo se a gente andasse de burca, iríamos ser assediadas da mesma forma, só pelo fato de quererem saber o que tem dentro.
    Não querendo comparar, longe disso, mas aqui, se há o famoso “chikan” (assédio, do tipo, passar a mão nas partes íntimas da mulher/homem), especialmente dentro do vagão lotado, e a vítima pega o cara em flagrante, o mesmo vai parar na delegacia (mas existem casos em que nem sempre o cara que vai tentar se explicar é o que fez o ato, o que complica muito).
    Existem vagões para mulheres, mas somente em dia de semana e nos horários estabelecidos. Homem, exceto crianças menores de 12 anos e aqueles que precisam de acompanhante por possuir alguma deficiência, não entra. E se entra na maior cara de pau, a mulherada ou chama o responsável da linha ou bota o cara pra correr mesmo.
    (Mesmo assim o assédio existe e há quem diga que a mulher é culpada por causa da falta de bom senso na vestimenta).

    PS: Tambem amei o gif <3

    • Eu acho muito legal isso do vagão separado pra mulheres, Kiyo! é uma “forma” de remediar um problema que existe, mas não é algo que cure o problema lá na sua base: a educação e consciência das pessoas. aind atenho fé nas pessoas, mas esse tipo de cenário me deixa com muita preguicinha, sabe? beijos e obrigada pelo seu comentário <333

  • Eu vou confessar que um dos motivos de eu ter tentado parar de ganhar peso, foi por causa dos comentários que sempre escutei “Nenhum um homem gosta de mulher ‘sem gordura’ “, eu sei que a culpa não é da mulher, mas eu me sinto mais segura.
    É assustador que não existe mulher – adulta,brasileira – que não tenha passado por uma situação incomoda por causa de algum pervertido. Andar em construção, acho que a maioria das mulheres só passam pq é jeito, e já sabe o que espera; Está andando na rua e um pervertido buzinar e falar alguma coisa nojenta, tbm é super comum; Está em um bar e um pervertido falar alguma coisa nojenta, tbm é algo que a maioria das mulheres que vão a um local assim já sabem que provavelmente vai acontecer.
    E outra tbm super assustador é que muita mulher já se acostumou com isso e já acha normal passar por essas situações incomodas, por isso que eu detesto falar sobre esse tipo de assusto pq sempre vai existir uma mulher que vai dizer que eu já deveria ter me acostumado com isso (e vou me estressar).
    Outra coisa tbm é assustadora, é que o se cara estiver bêbado, algumas pessoas ainda falam “Ah, ele tá bêbado, não sabe o que está fazendo.” Argh… então que cara não bebesse, ele deve se responsabilizar pelos seus atos #fim.

    • concordo mesmo! e essa coisa de bebida entra em um outro tópico polêmico e que eu odeio debater: sou totalmente avessa a bebida alcoólica e gente bêbada :(

  • eu tenho um mantra diário que eu repito em momentos como esse: “as pessoas são boas e a sociedade que as corrompe, as pessoas são boas e a sociedade que as corrompe…”

    AHAHA e as vezes ajuda a suportar tudo isso.

    Sério, eu acredito mesmo que as pessoas tem uma tendência para as coisas louváveis, porém o meio influencia muito. E quando digo isso quero dizer que historicamente o machismo, a desigualdade, as diferenças sociais e étnicas, tudo isso nos fazem ser quem nós somos, e nos “corrompem” de diversas formas também. Eu duvido que alguém realmente ache BEM FEITO que alguém foi estuprada, o que acontece é que mesmo assim, reproduzimos um discurso que legitima isso, pois historicamente pelo machismo há essa construção de que a mulher deve ser submissa e etc.

    a mesma coisa ocorre com a violência de forma geral. Porque em países onde basicamente não há desigualdade há pouca violência urbana? O meio define muito o sujeito.

    Não é determinismo, mas a sociedade se explica muito pelas suas condições históricas e sociais. Claro que uma pessoa pobre de um morro no Brasil pode buscar outro caminho que não o da violência, porém essa é a exceção e não a regra, pois tudo no ambiente leva a pessoa a isso. Tal como uma mulher que nasce no seio de uma religião tão machista como o cristianismo pode até se libertar dessa visão arcaica, mas é a exceção e não a regra. No geral elas tendem a reproduzir os mesmos discursos taxados no post.

    Entende? Por isso que no Brasil a gente enfrenta tanta dificuldade para mudar as coisas. somos um povo de uma história complicada, marcada pelo machismo, pelas diferenças étnico-sociais, pela miséria.

    e temos que matar um leão por dia. E no fim repetir o mantra que eu citei acima, para simplesmente não sentir vontade de bater em todo mundo.

    • Eu assino em baixo e acredito mesmo que o “homem é o produto do meio”. Por isso digo que ainda tenho fé nas pessoas, mesmo que eu tenha preguiça. hehe
      Me faz feliz saber que nossa juventude anda mais questionadora e lutando pelos seus direitos, depois que passarmos dessa transição, quem sabe nosso “meio” seja melhorzinho HEHE
      beijos